Um movimento de revolta tomou conta dos comerciantes e empresários da comunidade Rio dos Peixes, em Mato Grosso, após uma série de ações atribuídas a S.C.A.A. que se autointitula “presidente” de uma associação criada sem o aval da maioria dos moradores e empresários locais.
A Associação de Moradores e Empresários da Comunidade Rio dos Peixes (AMECRP-MT) foi fundada por S.C.A.A sem consulta prévia aos representantes legítimos do comércio e da população. A situação se agravou quando se descobriu que nenhum empresário da comunidade faz parte da diretoria e que a suposta presidente não possui comércio ou empresa no local. Além disso, S.C.A.A. nomeou seu próprio marido, F. A., como tesoureiro da associação – uma prática considerada ilegal pela legislação que rege as associações civis.
Cobranças ilegítimas e desmentido pela Prefeitura
Os problemas começaram às vésperas do Festival da Pamonha, um dos maiores eventos gastronômicos de Mato Grosso, quando S.C.A.A cobrou valores dos comerciantes, alegando que o dinheiro seria usado para custear a alimentação de funcionários da Secretaria de Obras de Cuiabá. Em áudios enviados em grupos de WhatsApp, ela afirmou que a cobrança era uma exigência da prefeitura e forneceu seu PIX pessoal para os depósitos, gerando desconfiança.
A situação chegou ao conhecimento do prefeito, que foi até a comunidade para desmentir publicamente a cobrança, exigindo a devolução dos valores – que somavam mais de R$ 2.000,00. No entanto, até o momento, o dinheiro não foi restituído.
Acusações graves e reação dos empresários
O estopim definitivo ocorreu quando S.C.A.A fez acusações graves em grupos oficiais da prefeitura, afirmando que comerciantes e empresários estariam usando água contaminada do Rio dos Peixes na produção de alimentos. As declarações, sem qualquer prova, causaram indignação, já que muitos moradores dependem desses negócios como única fonte de renda.
Diante disso, os empresários e comerciantes se uniram e assinaram um comunicado oficial desautorizando S.C.A.A a falar ou representá-los em qualquer instância. O documento também repudia as acusações infundadas, que já levaram a pedidos de vistoria da Vigilância Sanitária – algo que pode prejudicar a economia local.
Movimento por destituição
Agora, a comunidade pressiona pela retirada de S.C.A.A. do cargo que, segundo eles, nunca foi legitimamente ocupado. Há ainda discussões sobre a possibilidade de um impeachment ou até mesmo a dissolução da AMECRP-MT, já que sua criação não seguiu os trâmites legais e não representa os interesses reais dos moradores e empresários.
veja o documento: SCAN0001




