Parecer do Ministério Público de Contas aponta falhas administrativas graves com o dinheiro público
Embora adote o discurso oficial de que transformou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um modelo de gestão, o candidato a prefeito de Cuiabá, que também é deputado estadual, Eduardo Botelho (União Brasil), cometeu graves irregularidades em sua gestão à frente da presidência do Legislativo.
Um parecer assinado pelo Procurador do Ministério Público de Contas, Allison Carvalho de Alencar, afirma que a gestão de Botelho não escalou nenhum servidor público para acompanhar a execução de um contrato de R$ 4,164 milhões. Trata-se da contratação de uma empresa privada para prestar serviços de toda infraestrutura e locação de equipamentos, incluindo montagem, utilização, manutenção, desmontagem e apoio logístico para atender as necessidades na realização de eventos.
Também não houve fiscalização efetiva, por Botelho, em um contrato da Assembleia Legislativa com a empresa Sette Locação de Som, Luz e Palco LTDA.
A empresa foi contratada pelo valor de R$ 2,068 milhões para locar tendas, palco, iluminação, painéis de LED, som, geradores de energia, estruturas metálicas, tablados e outros.
Outra irregularidade de Botelho foi não ter determinado aos técnicos da Assembleia Legislativa à elaboração de um inventário para ter, em mãos, a relação dos bens patrimoniais da Assembleia Legislativa.
Ainda foi identificado que a Assembleia Legislativa não divulga no Portal Transparência, dados dos balanços financeiros de 2023, e, ainda parecer prévio da unidade de controle interno, dados da execução do orçamento de R$ 807 milhões.









